terça-feira, 22 de julho de 2014

Reforma de Escola orçada em R$ 570 mil está paralisada há 3 meses

Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)Estudantes da Unidade Escolar Delfina Queiroz têm que assistir aulas numa sala parcialmente descoberta e sem porta

A Unidade Escolar ‘Professora Delfina Sobreira Queiroz’, instalada em Santa Filomena, cidade localizada nos Cerrados do Piauí, a 905 quilômetros de Teresina, deveria ter sido contemplada com um investimento de R$ 570.459,95 (Quinhentos e Setenta Mil, Quatrocentos e Cinquenta e Nove Reais e Noventa e Cinco Centavos) em reformas, ampliações e adequações.

A obra, de responsabilidade da Secretaria de Educação e Cultura (Seduc) e executada pela Construtora Pinheiros, com prazo de conclusão fixado em 90 dias, começou em fevereiro do corrente ano, mas ao que parece, por falta de recursos, foi suspensa em meados de abril.


Imagem: José Bonifácio/GP12(Imagem:José Bonifácio/GP1)
2(Imagem:1)A reforma da Escola da Rede Estadual, orçada em R$ 570 mil, está paralisada desde abril e ninguém toma providências

Construída no final da década de 1980, pela primeira vez o Delfina Queiroz recebe uma reforma custeada pelo Governo Estadual, cobrança que há tempos vinha sendo feita pelas sucessivas diretorias. Aliás, as reformas que por lá já aconteceram foram realizadas pela Prefeitura Municipal, em parcerias com a SEDUC/PI (Secretaria da Educação do Piauí).

José Bonifácio/GP12(Imagem:1)
3(Imagem:José Bonifácio/GP1)Com serviços de reforma parados desde abril, construção de salas, refeitório, cantina e depósito também se arrastam

Entre as obras em andamento na Unidade Escolar Delfina Queiroz, estão: construção de 02 (duas) salas; reforma dos banheiros; reconstrução do muro; reposição do portão de entrada; construção de refeitório, cantina e depósito; reforma da pintura, com colocação de cerâmica até a altura das janelas; pavimentação do piso em granito; e forro e refrigeração em todas as salas, objetivando dar mais conforto e qualidade aos estudantes já no 1º semestre de 2014.

Imagem: José Bonifácio/GP14(Imagem:José Bonifácio/GP1)
5(Imagem:4)Até o momento somente o muro foi reconstruído, assim como o "piso grosso", que em alguns pontos já está afundando

Até agora somente o muro e o piso “grosso” foram reconstruídos e feitos os retoques nas paredes. Segundo a diretora, Ana Lúcia Pereira de Oliveira, a obra parou sem nenhuma justificativa. “Solicitamos o recomeço dos serviços, em caráter de urgência, devido às péssimas condições de funcionamento em que se acha a Escola”, diz Ana Lúcia.

Pelo que se sabe, de forma superficial, a construtora teria recebido da SEDUC/PI somente a primeira parcela, razão pela qual a empresa responsável pela obra não teve como honrar os seus compromissos assumidos junto a trabalhadores e fornecedores, obrigando, inclusive, o proprietário a se desfazer de bens particulares para pagar as dívidas contraídas na cidade.
 
Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)
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2(Imagem:1)Enquanto a SEDUC/PI não resolve o problema, alunos têm que estudar de maneira improvisada e correndo sérios riscos

Enquanto o Governo do Estado não resolve tamanha pendência, os alunos têm que estudar de maneira improvisada e muito precária, em meio a pedaços de ferro e de madeira, tijolos e outros materiais de construção, correndo sérios riscos à saúde e à própria integridade física.

Para que se tenha idéia da situação, ainda há sala sem porta e parcialmente descoberta.

“Não tem sala de aula boa pra gente estudar, está tudo estragado”, reclama uma aluna, que pediu para não ter o nome revelado. Realmente, a estrutura da Unidade Escolar Professora Delfina Sobreira Queiroz, com mais de 20 anos em funcionamento, não está sendo adequada para trabalhar com os alunos, haja vista que até mesmo o banheiro dos professores está com a reforma inacabada e servindo de depósito. É difícil estudar e/ou trabalhar dessa forma.


Imagem: José Bonifácio/GP11(Imagem:José Bonifácio/GP1)O banheiro masculino (esquerda) está interditado, obrigando meninas e meninos a usarem o banheiro feminino (centro)

Banheiro Unissex
– Em função da interdição do banheiro masculino, o banheiro feminino está sendo utilizado tanto por alunas, quanto por alunos, provocando algum acanhamento.

A condição chega a ser humilhante. Embora não exista lei que obrigue a manter banheiros distintos para homens e mulheres, pode dar o direito de qualquer aluna da Unidade Escolar Delfina Queiroz ir à Justiça, denunciando o caso e pedindo reparação pelo constrangimento de ter de usar o mesmo banheiro que os seus colegas de aula, do sexo masculino. 


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